Eu: Juju

Idade:20

Gosto: SPFC, Everwood, Gilmore Girls, The O.C., m�sica velha, ir no cinema, comida gostosa, escrever, ler, namorar, fam�lia e amigos

N�o gosto: Basicamente do Corinthians e de manteiga



Blog da Patinha

09/04/2004 16:26
ARROMBAMENTO POÉTICO

Ontem foi ao ar na Globo o último capítulo da minissérie mais assistida dos últimos tempos na emissora, a muitíssimo histórica "Um Só Coração", que tinha por objetivo principal homenagear a cidade de São Paulo por seus 450 aninhos de vida conturbada. Ok, nem tão histórica assim. Pelo menos metade dos personagens eram fruto da imaginação dos autores para narrar a história de Yolanda Penteado (Ana Paula Arósio) e dos modernistas.
Mesmo assim, a minissérie ia bem, com bom figurino, boas interpretações (exceto um ou outro rostinho bonito que fica muito bem de boca fechada), bons cenários e bom roteiro. MAS DONA MARIA ADELAIDE, QUE FINAL FOI AQUELE???
A Yolanda termina com o Ciccilo Matarazzo (Edson Celulari) e fica com o Martin (Erik Marmo). Senhor Jesus, isso é uma mentira histórica deslavada! Poxa vida dona Maria, era o fim da novela, pra que avacalhar desse jeito, flor do campo? Como se não bastasse as pessoas presenciaram o maior abuso de licença poética da história da teledramaturgia, quando em pelos anos 60 me aparecem, interpretando elas mesmas e com a idade atual Fernanda Montenegro e sua filhota Fernanda Torres. Senhor Jesus, dona Maria, a Fernanda filha devia ser uma criança feliz a brincar de roda naquela época.
Sem contar o elixir da juventude poderosíssimo que a produção deu pros personagens que nunca envalheciam. Desde 22, Yolanda mantém a cútis impecável e uma cinturinha de dar inveja a Scarlett O'Hara e seus espartilhos. Fernão (Herson Capri), o primeiro marido de Yolanda devia ter uns quase 40 anos quando casou com a musa eterna. Pois em 1954 o senhor mantinha a mesmíssima aparência de quarentão. Fora os adolescentes interpretando seus personagens aos 40 anos com aquele carinha marota de 20 anos atrás. Senhor Jesus, dona Maria, era só polvilhar uma farinha no cabelo dos atores.
Assim não dá, minha gente, assim não dá.
enviada por Juju



05/04/2004 18:49
BOMBA ATÔMICA AQUI? ONDE?

Ok, se era do nosso metafórico presidente e sua trupe de cunhados que embarcaram nessa de governo na base do fisiologismo que o "Washington Post" falava, sinto informar que eles estavam certos e a coisa está prestes a explodir. Mas se os nossos neuróticos fellows do hemisfério de cima estão pensando em armas de destruição em massa, sinto muito.
A única bomba que a gente está escondendo deles na tal instalação de enriquecimento de urânio no Rio deve ser uma rede de corrupção da grande. Ou alguma invenção tecnológica que o Brasil, com toda a razão, está protegendo de uma apropriação indevida de patentes. Mas aí já seria bom demais pra ser verdade.
Cuidado com a chuva ácida, amigos. A coisa aqui tá feia.
enviada por Juju



05/04/2004 18:30
VEJA QUE PIADA!

A "Veja" é mesmo surpreendente. Sobre o tão falado - e comentado aqui mesmo - episódio dos americanos trucidados lá no Iraque, a revista me solta a seguinte pérola:

Foi em nome da LIBERDADE e da DEMOCRACIA que os estado Unidos lutaram na II Guerra e em todos os conflitos em que estiveram envolvidos nos últimos 50 anos. Ocorre que, desde os anos 70 a opinião pública americana recorre à televisão para se indagar se a CAUSA NOBRE compensa o preço a ser pago para defendê-la

Senhor Jesus, é nesse tipo de publicação que vou ter que pedir emprego? Ninguém merece os comentários de "Veja". E ainda tem coragem de ter como slogan a frase "Quanto mais você lê, mais você entende". Sei sim.

enviada por Juju



01/04/2004 15:13
CIRCO DE HORRORES

Me pareceu até coincidência que no mesmo dia que minha professora de Estética e Cultura de Massas discursou sobre monstruosidades, bruxas, imaginário de contos de fadas, rei e rainha ganhando um casal de anões pra enfeitar o palácio e coisas desse naipe, eu me deparei com a capa da Folha de S.Paulo e vi algo que me lembrou muito...uma monstruosidade.
Pra quem não sabe do que eu estou falando, os jornais publicaram, hoje, fotos de corpos carbonizados de civis americanos pendurados em praça pública e sendo festejados lá no Iraque. Como esse é um blog de muito bom gosto, obviamente a foto não veio parar aqui.
Não quero ser pró americanos, longe de mim. Eu até andei pensando sobre isso e cheguei a conclusão que por serem americanos a coisa sempre atordoa mais a mídia, e as pessoas por consequência. Mas me deu um clique. Quando a professora falou em retomada da monstruosidade, eu achei que era só ETs de Varginha, mas não. Essa exploração de coisas feias a título de divertimento se encaixa perfeitamente nesse caso. Como na cova dos leões. Como os anões de enfeite. O bobo da corte. As bruxas na fogueira. O programa do ratinho. O 11 de setembro e o de março.
Eu repudio veementemente esse tipo de manifestação, talvez com o pseudo-objetivo de acordar as pessoas para o terror que há no mundo. Esse blog gosta de contos de fada, de duendes e até de bruxinhas boas, mas não tolera essa enxurrada de cenas de horror e muito menos a exploração delas.
enviada por Juju



25/03/2004 15:35
MINHA LINDA BONECA

Momento surto. Eu fui na exposição de Barbies que está tendo no shopping Paulista e só posso dizer que é TUDO! Eu queria roubar as bonecas pra mim! OK, enfim.
A exposição reune bonecas Barbie desde quando foram criadas há 45 anos atrás até réplicas de atrizes e atores do cinema no formato da boneca. Lá você vai encontrar a primeira Barbie, toda tortinha coitada, Barbies vestidas por estilistas famosos como Givenchy, e bonecas com a cara de Elizabeth Taylor, Audrey Hepburn e Vivien Leigh.
Claro que as que eu quase roubei foram as duas Scarletts e o Rhett, que parece uma miniatura do Clark Gable.


Barbie representando Vivien Leigh no papel de Scarlett O'Hara com o vestido feito do veludo das cortinas de Tara

Para ver todas as Barbies colecionáveis visite: www.barbiecollectibles.com
enviada por Juju



25/03/2004 15:23
QUANTO VOCÊ É CAPAZ DE DIZER EM 50 LETRAS?

Provavelmente não muito mais que uma frase completa. No entanto, faz-se ficção com esse número limitado de caracteres, são os minicontos. Marcelino Freire conseguiu reunir 100 dos melhores continhos em um livro chamado "Os Cem Menores Contos Brasileiros Do Século".
Entre as histórias está a ótima "O Pesadelo de Houaiss": "Quando acordou, o dicionário ainda estava lá", de Joca Reiners Terron que parodia o microconto mais famoso do mundo: "Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá", de Augusto Monterroso.
Com tanta verborracidade deve ser um livreto bem divertido de ler. O Cassiano Elek Machado que escreveu a matéria na Folha demorou 11 minutos. Será que alguém faz um tempo menor?
enviada por Juju






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